quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Dilma está ocupada demais com a Ucrânia para enxergar os venezuelanos abatidos a tiros pelas milícias do companheiro Maduro

Augusto Nunes
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Génesis Carmona, de 23 anos, morreu nesta quarta-feira depois de baleada na cabeça durante a manifestação contra o governo de Nicolás Maduro promovida na véspera em Valencia, a 170 quilômetros de Caracas. A primeira foto mostra Génesis em 2013, depois de eleita Miss Turismo da província de Carabobo. Na segunda imagem, ela aparece nos braços do amigo que a levou de motocicleta ao hospital onde agonizou até transformar-se na quinta vítima fatal dos conflitos na Venezuela.
A marcha organizada para protestar contra a a prisão do líder oposicionista Leopoldo López (que antes de se entregar aos carcereiros gravou o vídeo reproduzido abaixo) foi interrompida a tiros por motoqueiros a serviço do regime chavista. Outros oito manifestantes ficaram feridos, mas nenhum sofreu lesões tão graves quanto as provocadas pela bala que se alojou na parte traseira do crânio de Génesis.
Também nesta quarta-feira, dias depois de divulgada a declaração de apoio a Maduro endossada pelos cinco patetas do Mercosul, o governo brasileiro voltou a tratar de tiroteios internacionais. Não para lamentar a morte de Génesis Carmona, muito menos para exigir que o companheiro Maduro pare de avançar pelo atalho que pode levar à guerra civil. Numa nota distribuída pelo Planalto, Dilma Rousseff lembrou que o confronto deve ser substituído pelo diálogo. Nada a ver com a Venezuela. O recado da presidente foi endereçado à Ucrânia.

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